Ok,
ok... Eu confesso! Foi hilário, ridículo e diurético! Eu assumo: caí do banco!
Não por culpa minha, mas caí! O banco era de plástico! Parecia um banco
daqueles pesados, feitos de madeira e metal, que ficam nos parques. A aparência
era idêntica. Talvez eu tenha culpa apenas por me sentar muito na beirada, fora
do ponto de equilíbrio formado pelos pés, mas se fosse um banco de madeira,
jamais teria virado com o meu peso. Tudo bem, estou gordo, mas não sou capaz de
virar um banco pesado apenas sentando nele.
Tudo
começou com a vontade de tomar um refresco para aliviar um pouco o calor do
meio-dia. Resolvi seguir pela avenida 23 de maio até um posto de gasolina
grande e simpático, com uma loja de conveniência grande. Foi ali que tudo
aconteceu.
Ao
adentrar o ambiente, estacionei o veículo em uma vaga, entrei na loja e peguei
uma lata de refrigerante. Paguei e saí da loja. Procurei algum lugar para me
sentar. Achei o maldito banco. Abri a lata, puxei as calças para cima e comecei
a me sentar para contemplar o singelo congestionamento de uma grande avenida aqui
de São Paulo.
Eu
confesso ter achado estranha, em um primeiro momento, a sensação de não parar
de descer, mesmo já tendo encostado no assento. Quando olhei para o meu lado
direito e vi o outro lado do banco vindo em minha direção, eu percebi: estava
caindo!
O
que aconteceu depois foi muito rápido: a dor no joelho devido à batida no chão
(caí ajoelhado), minha testa encostando no retrovisor do carro estacionado à
minha frente e a impressão de que todos os olhares do mundo estavam virados em
minha direção.
Com
o auxílio de apenas uma mão, me levantei com dificuldade, tentando desdobrar os
joelhos e impedir que mais refrigerante fosse derramado da lata. Cuidadosamente
coloquei o banco de volta no lugar, sem me atrever a olhar ao redor, e sentei,
desta vez mais para o centro, como se nada tivesse acontecido.
A arte de disfarçar foi essencial.
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